Liberdade – chegou a hora!

18 mar

Ufa! consegui convencer o Edu de fazermos juntos o próximo NewsCamp – que tudo indica que rola em ABRIL – seguindo o “velho” modelo da desconferência…Sim, meus caros newscampuseiros, voltamos a li-ber-da-de! Eu sei que a maioria de quem já participou de uma desconferência tal qual foi apresentada pelo André, do Barcamp, considera o modelo ultrapassado para os dias de hoje. Mas, sorry, que organizador que aguenta a rigidez do horário dos convidados? Não dá: criar formalidade num ambiente informal dá mais trabalho que fazer um evento pra ganhar dinheiro. A idéia é meio egoísta mesmo. Vamos arrumar o lugar, mas vocês vão dar pitaco do começo ao fim. Ou seja, o tema de cada horário é vocês quem dão. Não haverá convidados, cases nem palestrantes com slide, sorry! a idéia é provocar o caos. Alguém topa colocar o mochilão nas costas e ficar quase oito horas falando sobre jornalismo, mídias sociais, rp digital e tudo que vier na cabeça que esteja relacionado ao mundo do NewsCamp?

Aguardo retorno!

Bjkas!

Sugestões?

13 fev

Pessoal, como vão? Estamos começando a pensar na primeira edição do Newscamp em 2009. Ano difícil, repleto de desafios para a comunicação. Gostaríamos, então, que enviassem sugestões e críticas com temas para as conversas e debates que acontecem durante o evento. Falem também sobre o formato. Contamos com a colaboração de todos!

Agradecimento

12 dez

Pessoal, perdoem-nos pelo imenso atraso. Gostaríamos de agradecer a participação de vocês em todas as edições do Newscamp que aconteceram em 2008. Foram quatro dias muito produtivos e estamos prontos para muitos outros.

Já começamos a pensar na próxima etapa. Enviem sugestões de datas para o primeiro Newscamp de 2009, bem como temas que podem ser discutidos.

O que você espera da informalidade?

2 dez

Essa é uma pergunta que ficou martelando na minha cabeça quando, enfim, fechamos as portas do Gafanhoto para o último NewsCamp do ano de 2008. Tem gente que ainda espera crachás, outros sofrem porque a transmissão não acontece como previsto e há quem ainda se assusta com tanta desorganização, despreparo…e ainda tem gente que chega a caracterizar certas tentativas como incompetência. O fato é que a informalidade, apesar dos inconvenientes, parece ser a força propulsora da produção multimídia no Brasil. É impressionante o volume de coisa boa que a galera produz na raça e com muito talento. Apesar das eternas perguntas, a conclusão é de que Multimídia é guerrilha!

E haja guerrilha solitária pra fazer as coisas acontecerem. A sensação é de que todo mundo está correndo atrás daquilo que ainda não tem competência pra fazer sozinho – ou com os poucos amigos que topam mergulhar na paixão do jornalismo pra fazer diferente. A maioria faz todo espetáculo na raça e, muitas vezes, apesar da busca insana, não encontra parceiros para compartilharem ou complementar aquilo que ainda falta. Rodrigo Savazoni citou as ilhas.

Ilhas do Conhecimento? Parece que quem corre atrás sozinho da inovação editorial, não tem tempo para colaboração. Outra sensação é de que a dependência da tecnologia exige sim dos jornalistas certa capacitação profissional técnica. No mínimo, para que os jornalistas aprendam a falar a mesma língua dos programadores. Ou até para interferirem na hora em que o conteúdo do código está sendo escrito sem o cuidado do editorial proposto…

Sim! Não tenho dúvida disso. São ilhas isoladas que, talvez, começam agora a comunicar entre si…

A transmissão ainda cai e alguém lembra que nossos filhos nunca vão entender como uma videoconferência (skype) poderia falhar nos dias de hoje. E assim o gostinho de fazer parte da história volta. Daniel Jelim, editor de projetos especiais do Estadão.com, não tem dúvida de que vivemos uma revolução.  Será mesmo a grande virada?

Jelim diz que agora podemos salvar o jornalismo da burocracia e podemos tirar o crítico do seu pedestal e colocá-lo na âmbito humano. Quando ouço isso lembro que de manhã, naquela mesma sala, discutimos o quanto os jornalistas não querem se colocar como pessoa. O monopólio da fala ainda impera: Falo na hora em que eu quero e não na hora em que você grava os bastidores.

Como assim? Você está gravando agora? Mas estamos fora do ar? Sim e os bastidores também têm história, que está sendo transmitida justamente agora. Esse é o tempo real, não aquele do online onde editamos todos releases juntos pra ver quem coloca a manchete primeiro no ar.

Ninguém duvida de que algo diferente acontece agora. Quer uma prova? Responda-me: porquê estamos nós, jornalistas, trocando idéias, desconferenciando, fazendo perguntas a nós mesmos? Buscando nossos próprios espaços, reunindo vários blogs para fazer uma mesma entrevista, inventando novos modelos de produção?

Ouço de um deles, que é capaz de criar vídeos com coberturas jornalísticas de denúncia, que não domina muito a tecnologia, mas sempre há outros coletivos para ir se linkando, complementando, juntando e aprendendo, devagar, é verdade. Mas a integração começa. E quando a grande mídia poderá integrar com essa guerrilha que denuncia?

Não é apenas uma questão de tomada de decisão. Há também problemas técnicos pra conseguir juntar tanta coisa boa num só espaço. Além disso, existe um outro lado. Aquele perverso, que muita gente acredita que o próprio coletivo deve cuidar dele. Sem intervenção solitária.

Mas uma lição parece que está no ar: para lidar com o público é preciso distinguir o que é participação de colaboração? Eu não consegui ainda descobrir as diferenças de jornalismo participativo do colaborativo. Mas sei o quanto ambos verbos são complicados de estimular. Talvez, para participar, basta chegar, sentar e ouvir. Tudo está pronto. Você apenas precisa seguir as regras. Então, chega alguém e lhe diz: está preparado para participar? Você responde que sim, senta na cadeira e espera pra ver o que acontece…

Mas, para colaborar, exige esforço. É preciso, de certa forma, criar, inventar e quem sabe até descobrir a si mesmo. Não é coisa fácil. Eu arriscaria dizer que envolve paixão e, infelizmente, nem sempre nos apaixonamos por aquilo que faz diferença no mundo de hoje, que ainda não é predominantemente multimídia e muito menos feito de coletivos em ação.

Há quem diz, entretanto, que as empresas estão dispostas a pagar pela informalidade. Onde? Quando? Pra quem? Será mesmo que a crise motivará as organizações a investir em anônimos. Não sei. Tenho a sensação de que a ambivalência da rede reflete também no investimento da informalidade. Pode até ser mais ou menos, mas é bom que tenha uma marca. E criar marcas coletivas, num país cheio de lacunas como o Brasil, não é tão complicado, mas exige, sem dúvida nenhuma, talento e muita, mas muitaaaaaaaaaaaaaaaaaa coragem, garra e, principalmente, vontade de sair do mundinho quadrado em que vivemos. Isso é coisa pra poucos!

Newscamp: tudo muito experimental ainda

1 dez

No último sábado (29/11) acordei às 5h30, com uma amidalite de doer na alma. Uma hora depois estava eu desembarcando no CEMA, hospital 24 horas especializado em ouvido, nariz e garganta. Mau pressentimento? Talvez. Remédios receitados e bora para o Espaço Gafanhoto.

O primeiro ponto negativo. Apesar das promessas de transmissão em tempo real de tudo que aconteceu por lá, quase nada funcionou. O livestream da oficina de RP não ficou no ar sequer um minuto. O de jornalismo multimídia precisou ser transferido para outro portal. Enfim, problemas técnicos, mas que desanimam. De qualquer forma, gostaríamos de agradecer a participação e contribuição de todos para a realização de mais um evento.

Como fui responsável pelo conteúdo de RP Digital, é sobre isso que vou falar. Em tópicos fica mais fácil para disparar o que consegui captar por lá. Sei que vou me esquecer de coisas importantes. Por favor, complementem nos comentários. Sei, ficou longo, mas se quiserem saber o que aconteceu, leiam:

Conceitos – ainda há muita discussão em torno do que realmente significa relações públicas digitais. No fundo, o termo é restritivo e precisa ser ampliado. É comunicação e ponto. Não importa a formação (PP, jornalismo, RP, administração, etc). E cada vez mais vai precisar entender outros conceitos que até então estavam bem distantes.

Capacitação – como vamos treinar as equipes dentro das agências para que a comunicação digital seja horizontal (e não vertical como vem acontecendo) se nós mesmos ainda estamos repletos de dúvidas em relação aos temas? O treinamento ainda é muito básico porque o nível de conhecimento sobre as ferramentas, no geral, também é muito baixo. Esse é um grande desafio. Será que esse pessoal estará fora do mercado em poucos anos por não entender isso tudo? Todos que participaram dessa primeira parte do debate sobre RP Digital concordaram que é preciso entender pelo menos o básico de tecnologia (SEO, por exemplo) para conseguir oferecer e gerenciar serviços de comunicação digital. Rene de Paula colocou lenha na fogueira. Acha que há um excesso de expectativas – criada inclusive e principalmente por quem vende os serviços. É preciso pensar mais no básico, no simples, no arroz com feijão em vez de ficar divagando e trabalhando com milhares de ferramentas nas quais o resultado será pífio.

Blogs corporativos – transparência é algo realmente complicado para as empresa brasileiras. Mas não só sob o ponto de vista de uma organização. Os próprios executivos não gostam e não querem assumir o que dizem, isso pode trazer riscos. É por esse motivo que blogs como o do presidente da Sun dificilmente serão criados aqui no Brasil. Esse medo leva a desenvolverem blogs corporativos de marcas (Carrefour, Tecnisa, Claro, Vivo). A discussão em torno da necessidade de se criar blogs corporativos para determinados segmentos também voltou à tona. Muitas empresas são vidraças puras e não deveriam utilizar esse recurso (blog) como canal de comunicação. Viram divulgadores de press releases e repositório de informação que não interessa aos consumidores. Muitos inclusive são criados mais por politicagem interna e interesses pessoais de determinados executivos, não há a real intenção de torná-lo um canal de comunicação com um público. Acho que o choque de gerações ainda emperra a adoção de muitos conceitos e ferramentas novos, porém, não tenho tanta certeza se essa nova geração conectada vai assumir os riscos ou bancar o próprio cargo na hora de tomar decisões ousadas.

Depois do almoço a conversa passou para o tratamento de blogs. Na verdade ela começou na parte da manhã e continuou à tarde:

Relevância – como um blog deve ser tratado: como mídia ou como consumidor? É claro que isso vai depender da estratégia adotada pela agência ou pelo cliente. A identificação de hubs não é tão simples quanto parece e, em geral, algumas grandes audiências se devem às “promoções” e não ao conteúdo. Aliás, esse (conteúdo) é o direcionador de ações mais citado. Não a audiência, como se pensava. Chegaram a citar algumas situações extremamente constrangedoras para executivos/empresas que foram questionados e criticados por blogueiros convidados pela agência. Ela realmente não sabia o que estava fazendo. Gilberto Pavoni foi enfático: “precisamos pensar em mídia social, blog vai virar bolha”.

Relação comercial – a mediação de relações comerciais (posts pagos, jabás, etc, tema mais que batido) pode ser feita pela agência de RP? Muitos torcem o nariz, mas por qual razão não poderia? Afinal, isso é feito com redações, com celebridades, etc?

Case – Juliano Spyer mostrou algumas ações realizadas para a campanha do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab. Relacionamento e aproximação direta e transparente foram os principais tópicos. Os números reais, que não foram mostrados, foram questionados por alguns participantes.

Uso de ferramentas digitais na comunicação interna foi o tema que encerrou a conversação – ficam aqui minhas desculpas pela correria e falta de tempo para expor mais detalhes de cada empresa:

HP – Edissa Furlan falou um pouco sobre o comunicação interna na gigante de tecnologia. Trata-se de um modelo bem aberto em que a exploração de wikis é grande. Os números da companhia estão expostos – com níveis de acesso, claro – aos colaboradores e a confiança chega ao ponto de permitir que eles possam ser apagados e nunca mais recuperados.

IBM – realmente um fenômeno quando se trata de comunicação interna. Para estimular os colaboradores a usarem todos os recursos, criaram redes e sistemas que se assemelham muito (do ponto de vista da usabilidade) das redes sociais e canais externos. Descentralização da produção de conteúdo é ordem. Orkut proprietário, wikis, fóruns de discussão, intranet que permite que o colaborador personalize a seu gosto, 20 matérias/reportagens produzidas por dia só pela equipe brasileira. Valeu muito conhecer.

Considerações gerais

Pontos negativos – além das falhas tecnológicas, a circulação de pessoas foi menor que nas edições anteriores e o público foi menos participativo. As “palestras” foram interessantes mas realmente não funcionam nesse modelo de evento, direcionam as atenções para uma única pessoa.

Pontos positivos – nível mais alto das discussões que não descambaram para aquele infeliz debate sobre jornalistas x blogueiros. Patamar de conhecimento das agências está equiparado, sejam elas grandes ou pequenas. Apresentação de como funciona a comunicação interna na IBM.

Para entender um pouco de como foi a oficina de jornalismo multimídia, o Paulo Fehlauer escreveu sobre ela também. É só clicar aqui. Algo do que foi transmitido por lá pode ser visto também aqui.

O link de busca do twitter continua ativo para saber o que o pessoal comentou durante o evento.

Se você postou algo e quer compartilhar conosco, passe o seu link nos comentários ou então escreva para evasques@gmail.com.

Algumas fotos do evento

1 dez

Se você também registrou o evento e quiser compartilha, avise-nos. Escreva para evasques@gmail.com.

Resumo

1 dez

Pessoal, perdoem-nos pela demora na publicação de qualquer coisa sobre o evento. Tivemos alguns problemas na trasmissão, especialmente na oficiana de RP Digital que não aconteceu. Enquanto não publicamos nada nos blogs – fui mais uma vez para o hospital no domingo pela manhã por causa de uma amidalite – vocês podem ver o que foi discutido por lá no Twitter. É só clicar aqui.

Chegou a hora!

29 nov

Vamos abrir as portas ás 10 da matina. Ou seja, não precisa madrugar como nas edições passadas.Se a preguiça bater, liga o pc e acessa o site http://www.gafanhoto.com.br/newscamp/. O único risco que você corre é perceber que a troca é muito melhor ao vivo, ou não. Afinal, na desconferência quem manda é você.

Pode chegar a hora em que você quiser e sair também quando bem entender. Não tem café pago por nenhum patrocinador porque o evento não tem patrocinador. Mas, se você quiser pode levar pó de café e açúcar, o Gafanhoto garante a água e a máquina de café, ok?

O almoço cada um paga do seu bolso. Vamos, no horário combinado, EM BANDO para shopping eldorado. seria legal você participar deste coletivo. Afinal, NewsCamp é puro networking e jornalista não vive sem mailing, lembra?!

Depois da desconferência, você vai perceber o quanto é necessário um botecocamp. A gente sempre combina no Pinheirinho, mas há um convite especial nesta edição que envolve outra idéia coletiva. Trata-se do Livro Livre,mais uma iniciativa do provocador Pedro Markum, que avisa: a partir das 20hs vou realizar uma festa para coletar livros para o LivroLivre no bar Pandora, na praça Roosevelt, 252. Como vou sair direto do newscamp para lá, pensei em convidar o pessoal do Newscamp para ir também. Não da pra ir a pé… mas a cerveja é barata e a causa é nobre.
Convite feito, vamos desconferenciar e, a partir das 19h00, beber. Fechamos com quase 110 inscritos. Como muitos faltam por imprevistos, pode aparecer por lá quem tiver interesse, ok?

Até amanhã!  Obrigada a todos pelo esforço coletivo, o apoio de sempre e a divulgação voluntária!

Inscrições!!

26 nov

Eu quero encerrar as inscrições que até agora tem 90 inscritos para o último Newscamp do ano de 2008, que tem a intenção de abordar sobre RP Digital e Jornalismo Multimídia com transmissão ao vivo pelo site do Gafanhoto neste sábado, dia 29, a partir das 10h00. Mas vai que alguém fura e você perdeu a chance de trocar idéias porque houve imprevisto na vida de quem já se increveu. Então, as inscrições continuam abertas até atingirmos mais 20 vagas. Por isso, não enviamos nenhum email de confirmação, ok?

Para fazer sua inscrição, basta preencher seus dados aqui

As ações digitais de Kassab

24 nov

Eleito prefeito da capital de São Paulo no último pleito, Gilberto Kassab tem alguns feitos interessantes na internet. Com uma agência por trás e uma estratégia desenhada, o político conseguiu ganhar alguns pontos usando a internet como meio de atingir seu eleitorado. É sobre isso que Juliano Spyer, que trabalha na Knowtec e é o criador do diretório de mídias sociais no Brasil, vai falar durante a programação de RP Digital.